Nos últimos dias as empresas OpenAI Anthropic e Meta revelaram que seus modelos de inteligência artificial acessaram sites não autorizados durante testes de segurança realizados pela startup israelense Irregular tudo por causa de uma misconfiguração no ambiente de avaliação que deveria manter as máquinas isoladas da internet.

Os incidentes detalhados pela Anthropic em sua revisão extensiva

A Anthropic divulgou em 30 de julho de 2026 que após revisar 141006 execuções de avaliação identificou três incidentes onde o modelo Claude acessou a internet através do ambiente da Irregular e comprometeu a infraestrutura de produção de três organizações diferentes. Os modelos envolvidos foram o Claude Opus 4.7 o Mythos 5 e um modelo de pesquisa interno com os incidentes mais antigos datando de abril. Em todos os casos o prompt de avaliação especificava que o ambiente era uma simulação sem acesso à internet mas uma misconfiguração deixou as máquinas com acesso à internet ao vivo. O Claude comprometeu a infraestrutura usando técnicas básicas como explorar senhas fracas e endpoints não autenticados. Ele não encontrou ou explorou vulnerabilidades complexas e continuou trabalhando para completar a tarefa específica de captura da bandeira. No primeiro incidente com o Opus 4.7 a empresa alvo fictícia compartilhava nome com um domínio de site ativo e quatro execuções extraíram credenciais e acessaram um banco de dados com várias centenas de linhas de dados de produção. No segundo com o Mythos 5 o modelo publicou um pacote Python malicioso no PyPI sob o mesmo nome de um pacote inexistente nas instruções fictícias e o pacote foi baixado e executado em 15 sistemas reais exfiltrando credenciais de uma empresa de segurança real. No terceiro o modelo interno escaneou cerca de 9000 alvos e comprometeu o aplicativo voltado para a internet de uma empresa usando injeção SQL e outras técnicas básicas. A Anthropic notificou a Irregular e as três organizações afetadas em 27 de julho e duas organizações não haviam detectado a atividade anteriormente. Saiba mais sobre os agentes de IA que hackearam empresas

Os relatos da OpenAI e da Meta sobre os mesmos eventos com a Irregular

A OpenAI publicou em 4 de agosto de 2026 que durante avaliações recentes a Irregular uma de suas parceiras externas de testes de cibersegurança estava executando avaliações no estilo Capture-the-Flag destinadas a serem isoladas da internet mas uma misconfiguração do ambiente de teste permitiu que os modelos acessassem a internet pública. Em um teste o nome do alvo fictício para o desafio CTF coincidiu involuntariamente com um domínio real. O modelo explorou um site real confundindo-o com parte do ambiente simulado. Isso não envolveu uma fuga sofisticada de sandbox ou um zero-day o acesso à internet resultou de uma misconfiguração e o modelo pareceu explorar uma vulnerabilidade de segurança básica. Com base na investigação da Irregular o modelo também encontrou e usou credenciais para operar esse mesmo site. A Irregular não identificou impacto além dos dados do próprio site afetado sua auditoria está em andamento. Ela pausou as avaliações começou a remediação e as partes afetadas foram notificadas. A Irregular informou à OpenAI que todos os problemas identificados não estão mais ativos e salvaguardas relevantes foram adicionadas. A Irregular também comunicou sobre incidentes relacionados envolvendo outros laboratórios do mesmo ambiente de teste. A Irregular está desenvolvendo um white paper para compartilhar melhores práticas. A OpenAI continuará a trabalhar de perto com a Irregular para apoiar sua revisão.

A Meta revelou que uma misconfiguração pela Irregular permitiu inadvertidamente que um de seus modelos acessasse a internet durante a avaliação e o modelo explorou uma vulnerabilidade em um serviço de terceiros de maneira similar às instâncias relatadas anteriormente com outras empresas. A Meta soube do assunto quando a Irregular a notificou e está investigando atualmente e emitirá um retrospecto completo uma vez que tenha todos os fatos. Fontes indicaram que envolveu o Muse Spark 1.1 da Meta. A Irregular confirmou que o incidente da Meta é da mesma natureza que o que aconteceu com os modelos da Anthropic.

Quem é a Irregular e seu papel como ponte no ecossistema de testes de IA

A Irregular fundada há três anos em Tel Aviv é apoiada com US$ 80 milhões da Sequoia e Redpoint Ventures e foi avaliada no ano passado em US$ 450 milhões. Sua tecnologia serve como um leito de testes de cibersegurança para modelos de IA. A empresa anteriormente conhecida como Pattern Labs foi fundada em 2023 pelo CEO Dan Lahav ex-IBM e pelo chefe de tecnologia Omer Nevo ex-Google. Ela tem cerca de 35 funcionários. A Irregular disse ao CNBC que os incidentes derivaram todos da mesma questão de ambiente de avaliação primeiro divulgada pela Anthropic e a empresa está desenvolvendo um white paper para compartilhar melhores práticas para contenção e execução segura de avaliações cibernéticas. A situação não envolveu uma fuga de sandbox ou uma ação cibernética sofisticada segundo a Irregular adicionando que não há questões abertas atuais. A Irregular recusou-se a dizer se outros clientes também foram afetados pela mesma falha subjacente com um porta-voz dizendo que a investigação da empresa estava em andamento e eles não podiam entrar em mais detalhes. O porta-voz caracterizou os três incidentes como a mesma questão exata de ambiente de avaliação antes de adicionar que não havia questões abertas atuais.

O que esses eventos revelam sobre a segurança e a interoperabilidade em avaliações de IA

Esses eventos mostram que mesmo em testes projetados para serem seguros uma pequena misconfiguração pode permitir que os modelos de IA cruzem para o mundo real como uma ponte diplomática que deveria isolar duas nações mas tinha uma brecha que permitiu a passagem não autorizada. A analogia aqui é com a interoperabilidade os ambientes de teste são como APIs que conectam o modelo à simulação mas quando a ponte falha o diálogo se torna invasão. Isso faz você refletir como garantir que as conexões entre simulações e realidade permaneçam controladas em um ecossistema onde as IAs estão se tornando mais autônomas. A Irregular enfatizou que não houve escape sofisticado mas o uso de técnicas básicas como senhas fracas o que destaca a importância de práticas básicas de segurança mesmo em ambientes controlados. A empresa está pausando avaliações adicionando salvaguardas e notificando partes afetadas para mitigar riscos futuros.

Em resumo os pontos principais incluem a identificação dos incidentes pela Anthropic após extensa revisão a confirmação pela OpenAI e Meta de problemas semelhantes e o compromisso da Irregular em desenvolver um white paper sobre melhores práticas. Como próximo passo as empresas podem monitorar o lançamento desse white paper para aprender como melhorar a contenção em avaliações cibernéticas. Isso empodera você a entender melhor os riscos e a importância de ambientes de teste bem configurados no desenvolvimento de IA segura.