A startup Oria, criada pelos irmãos Andressa e Michel Gildin, surge como solução para marcas que permanecem invisíveis nas respostas geradas por inteligências artificiais como ChatGPT e Gemini. O problema central é a falta de controle sobre como esses sistemas recomendam produtos e serviços, o que prejudica visibilidade e conversões em um mercado onde a IA aplicada ao marketing movimentou US$ 20,4 bilhões em 2024 segundo a Grand View Research. A plataforma oferece otimização para motores gerativos, monitorando posicionamento, analisando fontes e sugerindo ações concretas que transformam dados isolados em diálogos efetivos entre marcas e algoritmos.

Fundadores conectam experiência em SaaS e assessoria para construir pontes digitais

Andressa Gildin, formada em arquitetura e especializada em SaaS, une visão estrutural à construção de plataformas escaláveis, enquanto Michel Gildin, com formação em administração e empresa de assessoria de imprensa fundada em 2013, traz expertise em reputação e visibilidade. Juntos, eles lançaram a Oria em março de 2026 como empresa independente após investirem R$ 20 milhões de capital próprio, transformando o desafio de interoperabilidade entre conteúdos corporativos e IAs generativas em uma ferramenta prática. Essa combinação permite que a startup atue como diplomata digital, facilitando o fluxo de informações entre ecossistemas distintos sem que as marcas precisem dominar tecnicismos de prompt engineering ou indexação interna dos modelos.

Tecnologia GEO como ponte entre marcas e ecossistemas de IA generativa

A plataforma funciona monitorando como marcas aparecem em respostas de IAs, analisando quais fontes os modelos priorizam e recomendando ajustes que aumentam a probabilidade de menções positivas. Diferente de SEO tradicional focado em buscadores, o GEO (otimização para motores gerativos) cria interoperabilidade ao alinhar conteúdo com os critérios internos de recomendação de sistemas como ChatGPT, permitindo que dados de uma empresa dialoguem diretamente com algoritmos de outra. Um cliente, por exemplo, passou a ser mencionado após apenas 45 dias de uso, demonstrando como essa conexão transforma visibilidade em resultados mensuráveis e integra fontes de tráfego de forma orgânica.

Resultados práticos mostram crescimento de leads via recomendações de IA

Em casos reais, o ChatGPT tornou-se a quarta fonte de tráfego para um cliente, gerando aumento de 25% nos leads após implementação das sugestões da plataforma. Esse impacto surge porque a Oria analisa fontes utilizadas pelas IAs e propõe melhorias que fazem o conteúdo da marca ser considerado mais relevante e confiável pelos modelos. A abordagem prática conecta marketing tradicional a ecossistemas de IA, onde cada ajuste funciona como construção de uma ponte que aproxima o universo corporativo do mundo dos algoritmos generativos, gerando valor direto sem depender de sorte ou coincidência.

Modelo de negócio foca em enterprises antes de expandir para PMEs e mercados internacionais

Atualmente com 100 clientes, a Oria prioriza empresas de grande porte para validar a plataforma em três idiomas antes de oferecer planos acessíveis a PMEs. A expansão para Estados Unidos e Europa ocorre via marketing digital e webinars que explicam como a interoperabilidade com IAs pode ser gerenciada de forma estratégica. O mercado de referência projeta crescimento para US$ 80 bilhões até 2030, reforçando que a solução não é apenas técnica, mas uma forma de as marcas participarem ativamente do diálogo entre plataformas e usuários finais.

Metas de 500 clientes e R$ 100 milhões em cinco anos guiam a próxima fase

A startup visa atingir 500 clientes até o fim de 2026 e faturar R$ 100 milhões em cinco anos, demonstrando confiança no modelo que transforma otimização em receita recorrente. Essa ambição reflete a necessidade de as empresas compreenderem que recomendar-se em IAs exige mais que presença digital tradicional: requer integração constante entre dados próprios e critérios dos modelos generativos. Ao final, o leitor percebe que controlar essa visibilidade deixa de ser mistério e passa a ser questão de usar a ferramenta certa no ecossistema conectado.