Imagine um menino de onze anos, no Mercado Municipal do Ipiranga, manejando facas afiadas entre frios e queijos, aprendendo desde cedo o valor do trabalho preciso e repetitivo. Essa é a origem de Alexandro Barsi, hoje aos 53 anos, fundador da Verity, consultoria que alcançou faturamento de R$ 75 milhões em 2025 após registrar receita operacional líquida de R$ 38,7 milhões em 2024. O que transforma uma trajetória tão humilde em uma narrativa de sucesso no universo digital não é apenas o salto numérico, mas a forma como ele teceu, fio por fio, uma ponte entre o concreto do cotidiano e o abstrato dos algoritmos. Como seria possível que as mesmas mãos que cortavam frios agora moldem sistemas de inteligência artificial que prometem redefinir o futuro do trabalho? A resposta reside em uma escolha deliberada: nunca deixar que a máquina suplante a essência humana.

Da bancada do mercado às linhas de código: a fundação da Verity

Barsi nasceu em São Bernardo do Campo e, aos 35 anos, decidiu fundar a Verity em 2010, carregando consigo a disciplina adquirida em anos de esforço manual. Seu primeiro cliente foi o Banco Carrefour, que permanece ativo até hoje, testemunhando uma relação construída sobre confiança e resultados tangíveis. A empresa nasceu como uma consultoria de transformação e engenharia digital, com mais de 15 anos de atuação e cerca de 200 funcionários contratados pelo regime CLT, conhecidos internamente como Veriters. O que começou como uma rebeldia corporativa evoluiu para uma reputação sólida, baseada na recusa em aceitar projetos apenas por receita, priorizando aqueles que alinhassem propósito e impacto real. Essa seletividade, como ele mesmo garante, foi o alicerce para navegar o mar volátil da tecnologia sem perder o norte ético.

A inteligência artificial como extensão do potencial humano

Hoje, a Verity adota uma abordagem AI First, integrando inteligência artificial não como substituta, mas como ferramenta que amplifica capacidades humanas em modernização de sistemas e plataformas digitais. O framework Verity Quantum para IA ilustra essa filosofia, conectando engenharia de software a soluções que atendem grandes companhias sem perder de vista o contexto social das decisões automatizadas. Que dilemas éticos surgem quando algoritmos influenciam desde o crédito bancário até recomendações culturais? Barsi parece responder com a prática: ao invés de ceder ao frenesi por automação irrestrita, a empresa investe em projetos que preservam a autonomia humana, ecoando debates que atravessam universidades e fóruns internacionais sobre privacidade e futuro do trabalho. A meta de atingir R$ 150 milhões em receita até 2028 não é mera projeção financeira, mas um convite a repensar como o trabalho manual de ontem pode inspirar a inovação responsável de hoje.

Reputação construída em escolhas e podcasts

Em setembro de 2025, um artigo no site da própria Verity detalhou essa trajetória de rebeldia corporativa à reputação consolidada, enfatizando a recusa em atuar apenas por receita. Recentemente, Barsi compartilhou sua história no podcast Tem Negócio da Rádio BandNews FM, apresentado por Carla Bigatto, reforçando que o sucesso da consultoria nasce da integração entre experiência prática e visão estratégica. Integrando o ranking EXAME Negócios em Expansão 2025, a empresa demonstra que o crescimento sustentável exige mais que números: demanda uma narrativa que una o artesanal ao digital. Como não refletir, diante disso, sobre as histórias de outros empreendedores que transitam entre mundos aparentemente distantes, onde a escala humana acompanha o ritmo das máquinas?

Caixa de Ferramentas: lições para navegar o futuro digital

Primeiro, observe sua própria trajetória com olhos filosóficos: cada habilidade manual pode se transformar em insight para soluções tecnológicas. Segundo, priorize projetos que respeitem valores éticos, recusando o atalho da receita fácil. Terceiro, invista em equipes CLT que valorizem o humano por trás do código, como os 200 Veriters da Verity. Quarto, adote frameworks de IA que ampliem, e não substituam, a autonomia humana. Por fim, planeje metas de longo prazo, como os R$ 150 milhões até 2028, sempre perguntando: que mundo estamos construindo com essas ferramentas? Agora, você tem o controle para aplicar essas lições em sua jornada.