O XI Fórum Comunicação e Trabalho, organizado pelo Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho da Escola de Comunicações e Artes da USP, acontece no dia 25 de junho de 2026 das 14h às 19h30 e coloca em foco a soberania digital brasileira diante da crescente dependência de tecnologias externas. Se o país não desenvolver infraestrutura própria para armazenar e processar dados, então a autonomia em inteligência artificial fica comprometida, pois algoritmos e modelos dependem de servidores controlados por empresas estrangeiras. Caso contrário, o Brasil continua exportando dados brutos e importando soluções prontas, o que eleva custos e reduz capacidade de inovação local.

Detalhes do evento e sua organização

A programação divide-se em três sessões principais na sala da Congregação da ECA-USP, com transmissão simultânea pelo canal oficial da escola no YouTube, permitindo que qualquer interessado acompanhe sem custo. Roseli Fígaro, professora da ECA-USP e coordenadora do CPCT, ressalta a urgência de debater soberania sobre dados, tecnologias e recursos para produção de chips, pois sem controle desses elementos a segurança nacional e a privacidade dos cidadãos ficam vulneráveis. Se as inscrições presenciais forem feitas pelo formulário forms.gle/u8J8B2ZZczP6jn7aA até a data limite, então o participante garante vaga no auditório; do contrário, resta a opção online que já atraiu atenção de pesquisadores de várias regiões.

Além da coordenação acadêmica, o fórum conta com apoio do INCT DSI e do Intercom, o que amplia o alcance das discussões para além dos muros da universidade e conecta academia, setor produtivo e formuladores de políticas públicas. Quando se analisa o consumo energético dos data centers necessários para treinar modelos de IA, percebe-se que a escolha de localizações e fontes de energia limpa torna-se decisiva, pois um data center consome tanta eletricidade quanto uma pequena cidade. Se o Brasil não planejar essa infraestrutura com critério, então o país corre o risco de importar não apenas a tecnologia, mas também os problemas ambientais associados.

Debates sobre nuvem soberana e proteção de dados

As mesas centrais examinam o conceito de nuvem soberana, que significa manter dados estratégicos em servidores sob jurisdição nacional e com legislação própria, evitando que leis estrangeiras como o Cloud Act permitam acesso irrestrito por governos externos. Roseli Fígaro destaca que a discussão envolve também a integridade da informação e o direito aos dados gerados por trabalhadores e cidadãos brasileiros, pois sem regras claras quem controla os dados controla o futuro do trabalho. Se as empresas continuarem migrando tudo para provedores globais sem contrapartidas, então o Brasil perde a capacidade de fiscalizar o uso de informações sensíveis e de fomentar indústrias locais de hardware e software.

Outro ponto levantado é a autonomia tecnológica em relação a semicondutores, já que a produção de chips concentra-se em poucos países e o Brasil depende de importações para qualquer avanço em IA ou computação avançada. Quando se observa o histórico de discussões anteriores do CPCT, nota-se que o tema da soberania digital ganhou relevância à medida que o volume de dados gerados no país cresceu exponencialmente com a digitalização de serviços públicos e privados. Se não houver investimento coordenado em data centers nacionais e em formação de profissionais especializados, então o ciclo de dependência se perpetua e os ganhos de produtividade ficam concentrados no exterior.

Como participar e próximos passos

Qualquer pessoa pode se inscrever gratuitamente para acompanhar as mesas, seja de forma presencial na ECA-USP ou pela transmissão ao vivo, bastando acessar os canais divulgados pelo CPCT e pelo jornal da USP. O evento termina por volta das 19h30, após debates que incluem também os impactos no mercado de trabalho, como a automação de funções e a necessidade de requalificação profissional. Se o leitor deseja entender como essas decisões afetam seu dia a dia, então acompanhar o fórum oferece dados concretos e referências que ajudam a separar promessas de resultados reais.