A University of California, Berkeley School of Law, anunciou uma política mais rigorosa que entra em vigor no verão de 2026 e proíbe estudantes de recorrer a chatbots para atividades como brainstorm de tema de trabalho, elaboração de outline de prova, resumo de regra jurídica ou correção gramatical em textos submetidos para crédito.
Por que a escola mudou as regras agora
O professor Chris Hoofnagle, responsável pela redação da nova política, explicou que o aumento de casos de má conduta acadêmica ligados ao uso indevido de IA e os avanços das ferramentas desde 2023 tornaram necessária a atualização. A política anterior, de 2023, era mais leniente e permitia usos como correção gramatical, mas professores passaram a encontrar trabalhos que citavam casos inexistentes.
A nova regra é padrão e vale para todos os 1.120 estudantes da escola, embora professores possam estabelecer suas próprias diretrizes e cursos focados em fluência em IA continuem autorizados quando o instrutor der permissão por escrito.
O que está explicitamente vetado
Está proibido o uso de IA para conceituar, estruturar, redigir, revisar, traduzir ou editar qualquer trabalho submetido para crédito acadêmico, bem como qualquer uso em situações de prova. Estudantes também não podem carregar materiais de curso em sistemas generativos de IA.
A única exceção para pesquisa em trabalhos é o uso limitado para identificar fontes como casos, estatutos ou fontes secundárias, e o aluno continua responsável pela precisão de todo o conteúdo entregue.
O que os professores e especialistas dizem
Críticos como o professor Seth Chandler, da University of Houston, classificaram a medida como uma tentativa institucional de voltar ao mundo de 2018. Já o professor Howard Wasserman, da Florida International University, afirmou que a política deveria servir de modelo para outras instituições porque a IA não substitui o pensamento.
Professor Jonathan Glater observou que há flexibilidade para turmas avançadas, enquanto o foco central permanece em garantir que os estudantes desenvolvam habilidades cognitivas necessárias para exercer a advocacia de forma competente.
Caixa de ferramentas: o que o estudante pode fazer agora
Estudantes ainda podem usar IA para tutoria individual ou preparação de guias de estudo, desde que não envolvam trabalho submetido para crédito. A recomendação prática é verificar sempre as regras específicas de cada professor e priorizar o desenvolvimento de raciocínio jurídico próprio antes de qualquer ferramenta automatizada.