O Papa Leão XIV apresentou em 25 de maio de 2026 sua primeira encíclica, Magnifica Humanitas, um documento que pede que a inteligência artificial sirva à humanidade e não ao poder de poucos.
O documento e seu contexto histórico
Assinado em 15 de maio de 2026 no Vaticano, o texto de 83 páginas e 43 mil palavras chega 135 anos após a encíclica Rerum Novarum de Leão XIII. O papa alerta que a IA amplifica o poder de quem detém recursos, expertise e dados, e compara a corrida tecnológica à Torre de Babel.
Alertas sobre guerra, desigualdade e democracia
No capítulo sobre uso militar, o documento afirma que “nenhum algoritmo pode tornar a guerra moralmente aceitável” e pede que a IA seja subtraída da lógica militar, econômica e cognitiva. Outros avisos incluem erosão do julgamento humano, simulação de cuidado sem relacionamento real e desestabilização da democracia via desinformação.
Apelo por regulação e participação ampla
O papa solicita políticas jurídicas, vigilância independente, educação e participação ampla na programação, regulação e benefícios da IA. O texto reconhece impactos positivos, mas insiste que a tecnologia não é neutra e deve seguir princípios morais desde a construção dos modelos.