Imagine um banco que administra o Banco24Horas descobrindo que, em vez de substituir pessoas, a inteligência artificial pode multiplicar o tempo delas. É exatamente o que a Tecban viveu ao adotar o Microsoft 365 Copilot e o GitHub Copilot: 98 casos de uso documentados, ganhos de até 35% em produtividade e a ambição de ter um agente de IA por equipe. Essa transformação não é apenas sobre números; ela nos faz perguntar: o que acontece quando as máquinas deixam de ser ferramentas e passam a ser colegas de trabalho? A resposta está nos detalhes concretos da jornada da empresa.

O peso dos números: produtividade que liberta ou aprisiona?

Os dados falam por si. A Tecban computou mais de 12.600 horas de assistência via Copilot, equivalentes a aproximadamente R$ 946 mil em valor gerado. Em apenas 11 dos 35 casos concluídos com o Microsoft 365 Copilot, as áreas de negócio reportaram cerca de 5.808 horas anuais de ganho, estimadas em R$ 800 mil. No desenvolvimento de software, o GitHub Copilot entregou cerca de 30% de aumento na fase de codificação e 14% nos testes. Tarefas que antes consumiam 4 horas e 47 minutos agora terminam em 2 minutos e 35 segundos. O que antes parecia impossível tornou-se rotina, mas surge a pergunta: essa libertação do tempo humano será usada para criar ou apenas para produzir mais do mesmo?

Agentes de IA: de assistente a companheiro autônomo

Hoje a Tecban já opera cerca de 80 agentes de IA, totalizando 90 mil horas de trabalho por ano. Exemplos concretos incluem o Norbot na pré-vendas, a Norminha no compliance, a Clara na auditoria e o Conecta RH no recrutamento. Vanessa Oliveira Ferreira, superintendente de TI da Tecban, resume: “Hoje a gente deve ter uns 80 agentes de IA, totalizando 90 mil horas de trabalho por ano”. A empresa agora mira o próximo passo: um agente dedicado para cada equipe. Essa evolução ecoa iniciativas recentes da Microsoft, como o Modo Agente que transforma o Copilot em um verdadeiro gerente de projetos autônomo, capaz de orquestrar tarefas complexas em segundo plano.

Entre eficiência e essência: dilemas éticos do trabalho do futuro

Quando a IA assume análises, testes e até processos de recrutamento, o que resta para o ser humano? A Tecban não apenas ganhou velocidade; ela está redefinindo o que significa colaborar. Fabio Viel dos Santos, gerente de Processos, e outros líderes destacam que o objetivo não é eliminar postos, mas ampliar capacidades. Ainda assim, a reflexão filosófica se impõe: ao delegarmos decisões a algoritmos, corremos o risco de diluir nossa própria agência? A história da Tecban nos lembra que cada ganho de produtividade carrega consigo a responsabilidade de preservar a criatividade e a ética humanas.

Caixa de ferramentas: o que aprender com a experiência da Tecban

Comece pequeno: teste o Copilot em uma única área e meça os ganhos reais de tempo. Depois, pense em agentes como extensões da equipe, não como substitutos. Pergunte sempre: “Essa automação liberta o talento humano para o que é realmente importante?”. A Tecban prova que é possível avançar com IA mantendo o foco nas pessoas. O próximo passo é seu: escolha uma ferramenta, um processo e comece a construir seu próprio agente de produtividade.