Em 2026, dois nomes que marcaram gerações de usuários voltam ao centro das atenções no Brasil: o MacBook Air M3 e o Dell XPS 14. Um continua como alternativa mais acessível após a chegada de modelos mais novos da Apple; o outro retoma sua posição no mercado nacional após um hiato. Ambos chegam em um momento em que as empresas investem pesado em recursos de inteligência artificial local.

O que o MacBook Air M3 ainda oferece em 2026

Lançado em 2024 com o chip M3, o Air mantém CPU de oito núcleos, GPU de até dez núcleos e Neural Engine de 16 núcleos. A tela Liquid Retina de 13,6 ou 15,3 polegadas entrega brilho de 500 nits e suporte a ampla gama de cores. Com 16 GB de RAM unificada — configuração recomendada para quem pretende usar recursos do Apple Intelligence por mais tempo —, o modelo roda macOS até aproximadamente 2031-2032. A autonomia chega a 18 horas em reprodução de vídeo, e o peso varia entre 1,24 kg e 1,51 kg conforme o tamanho.

Com o lançamento do MacBook Air M4 em 2025 e do MacBook Neo em 2026, o M3 passou a ser vendido com descontos que o colocam entre R$ 9 mil e R$ 10,5 mil na versão de 16 GB. Usuários que buscam entrada no ecossistema Apple encontram agora uma máquina capaz de lidar com edição leve, navegação e tarefas de IA sem exigir o investimento dos modelos mais recentes.

O retorno do Dell XPS 14 ao Brasil

A Dell trouxe de volta a linha XPS em 2026 com o modelo de 14 polegadas baseado na plataforma Intel Panther Lake. O chassi monobloco de alumínio pesa 1,36 kg e mede apenas 14,6 mm de espessura. A bateria de 70 Wh promete até 27 horas de reprodução de vídeo e, em testes independentes, registrou mais de 43 horas em navegação leve.

As opções de tela incluem LCD IPS 2K com taxa de atualização de até 120 Hz ou OLED Tandem 2.8K com suporte a HDR. O processador pode ser Core Ultra 7 355 ou o mais potente X7 358H, ambos com GPU integrada Intel Arc. A memória LPDDR5X é soldada e vai de 16 GB a 64 GB; o armazenamento começa em 512 GB. O preço inicial no Brasil é de R$ 21.999.

Inteligência artificial: o que muda na prática

Os dois notebooks carregam recursos de IA, mas de formas distintas. No MacBook Air M3, o Neural Engine de 16 núcleos executa tarefas do Apple Intelligence como resumo de textos e geração de imagens diretamente no dispositivo. No XPS 14, o motor Intel AI Boost e a GPU Arc trabalham com recursos do Windows Studio Effects e aceleração local de modelos menores.

Em ambos os casos, a pergunta que surge é: até que ponto o usuário comum precisa de mais potência de IA embarcada? Para quem edita fotos, transcreve reuniões ou organiza grandes bases de dados, o ganho é mensurável. Para tarefas cotidianas, a diferença entre um M3 de 2024 e um chip de 2026 ainda é pequena na maioria dos cenários reais.

Escolhas concretas para o comprador brasileiro

Se o orçamento está abaixo de R$ 11 mil e a prioridade é integração com outros aparelhos Apple, o MacBook Air M3 com 16 GB de RAM permanece uma escolha sólida. Quem precisa de tela de alta qualidade, bateria excepcional e não se importa em pagar acima de R$ 21 mil encontra no XPS 14 uma máquina construída para longas jornadas sem tomada.

Os preços dos notebooks premium tendem a subir em 2026 por causa da demanda por memória e armazenamento impulsionada pela IA. Comprar agora modelos já consolidados pode ser uma forma de evitar esse aumento.