Nesta quinta-feira (7), o Google anunciou o Fitbit Air, uma pulseira de monitoramento de saúde sem visor que custa US$ 100. Quase simultaneamente, a Perplexity liberou o acesso do seu agente de inteligência artificial, o Personal Computer, para todos os usuários do sistema macOS por meio de um aplicativo dedicado.
Você já parou para pensar quanto tempo perde apenas olhando para telas para confirmar se um dado sincronizou ou se um arquivo está na pasta certa? A proposta desses dois lançamentos é tirar a interface gráfica do meio do caminho. Eles usam integrações invisíveis e APIs para conectar informações diretamente na fonte.
Fitbit Air e a diplomacia dos dados
O Fitbit Air pesa 12 gramas com a pulseira e corta a tela do projeto. Essa remoção faz a bateria alcançar uma semana inteira de duração com uma única carga rápida de minutos. O dispositivo monitora a frequência cardíaca 24 horas por dia, detecta arritmias e rastreia o sono e a oxigenação do sangue (SpO2) continuamente.
A comunicação desses dados acontece de forma direta com o celular. O lançamento do hardware veio acompanhado de uma mudança de software: o Google renomeou o antigo aplicativo da Fitbit para Google Health. Para quem se perdeu nas trocas de contas recentes, o Google estendeu o prazo de migração de contas antigas da Fitbit, organizando a base de usuários para essa nova fase.
O Google Health centraliza as informações da nova pulseira, do Pixel Watch e importa registros de aplicativos terceiros de dietas ou exercícios. Essa interoperabilidade significa que a pulseira capta os números brutos, envia para a nuvem e um coach de saúde turbinado pelo Gemini analisa seu desempenho e sugere correções no seu treino pelo smartphone. O hardware apenas coleta; o software dialoga e processa.
Perplexity no Mac: Seu computador conversando com ele mesmo
A Perplexity aplicou a mesma lógica de ações nos bastidores ao liberar o aplicativo Personal Computer para todos os usuários de Mac. Antes, o acesso ficava restrito a uma lista de espera para assinantes do plano Max da empresa.
O software funciona como um agente de inteligência artificial local. Pense em uma API de comunicação, mas rodando dentro do seu disco rígido. O Personal Computer possui mais de 400 conectores. Ele age como um diplomata digital que acessa seus arquivos locais, lê pastas ocultas e interage com aplicativos nativos do macOS. Você pede para ele cruzar um documento de texto com uma pesquisa na web, e ele realiza as consultas sem que você precise abrir navegadores ou menus de busca.
Para usar o recurso, você precisa de uma assinatura nos planos Pro ou Max. A Perplexity processa essas informações em servidores blindados para isolar os arquivos da sua máquina. Você precisa baixar o instalador diretamente no site oficial da empresa, pois softwares que exigem permissões de varredura profundas não passam pelas restrições da Mac App Store.
A sua caixa de ferramentas
Se você deseja aplicar as novidades da semana na sua rotina, o processo é direto. Caso as notificações do relógio inteligente atrapalhem sua concentração no trabalho, o Fitbit Air de US$ 100 corta as distrações visuais e mantém a coleta de dados médicos pelo dobro do tempo de bateria de um smartwatch comum.
Para os usuários da Apple, o instalador do Perplexity Personal Computer já está ativo na página oficial. A empresa confirmou que o aplicativo antigo para Mac deixará de funcionar nas próximas semanas. Faça o download da nova versão e teste conectar suas pastas de trabalho à inteligência artificial para automatizar a leitura e organização dos seus documentos locais.