Tim Cook deixará a cadeira de CEO da Apple no dia 1º de setembro de 2026. O executivo, que multiplicou o valor de mercado da empresa de US$ 350 bilhões para quase US$ 4 trilhões nos últimos 15 anos, entregará o comando a John Ternus, atual chefe de engenharia de hardware. O mercado consumidor logo se pergunta o que acontece com os aparelhos que usamos diariamente. A resposta já começou a vazar nas linhas de montagem asiáticas: um iPhone 18 em setembro, um modelo comemorativo de 20 anos de vidro curvo e um inédito MacBook Ultra.

O engenheiro assume o lugar do operador

Durante anos, observei infraestruturas gigantescas, desde os antigos mainframes COBOL que ainda rodam as transações financeiras em São Paulo, Nova York e Londres, até as complexas cadeias de suprimentos globais. Cook operava a Apple como um desses mainframes imbatíveis: previsível, estável e focado na logística. Ternus, aos 51 anos, tem outra cabeça. Ele passou um quarto de século na Apple desenhando placas e chassis. A troca no comando significa que a empresa deixará de focar apenas em margens de lucro para voltar a arriscar no formato físico dos produtos. A transição ocorre exatamente na segunda semana de setembro de 2026, junto com o lançamento do iPhone 18. É quase poético: Cook arruma as gavetas enquanto o novo chefe apresenta o celular. Só espero que ele não esqueça o carregador no escritório, porque a Apple já parou de enviar na caixa há muito tempo.

O iPhone de 20 anos: Vidro curvo sem reflexo

O grande teste da gestão Ternus chegará em 2027 com a edição de 20 anos do iPhone. Documentos vazados das linhas de produção da Samsung, responsável pelas telas, revelam um aparelho feito quase inteiramente de vidro curvo nas quatro bordas. Aqui precisamos desbugar a tecnologia: a Apple solicitou painéis sem camada polarizadora. Em telas tradicionais, o polarizador filtra a luz para melhorar o contraste, mas reduz o brilho e exige mais energia. Ao remover essa camada e usar uma nova tecnologia de dispersão de luz, a tela fica mais fina, consome menos bateria e entrega mais luz. É a engenharia invisível trabalhando para você não precisar carregar uma bateria extra na mochila. Além disso, a empresa testa sensores de reconhecimento facial escondidos embaixo da tela, removendo qualquer recorte visível.

MacBook Ultra: A fusão entre o tablet e o notebook

Os computadores também vão mudar no início de 2027. Os modelos de 14 e 16 polegadas atuais receberão uma atualização pesada, abandonando o sufixo Pro para adotar o nome MacBook Ultra. O projeto inclui telas OLED sensíveis ao toque, processadores M6 construídos na arquitetura de 2 nanômetros da TSMC e modem de rede celular 5G integrado no próprio chip. Para você entender a proporção, 2 nanômetros é uma medida tão pequena que o circuito fica quase na escala dos átomos. Isso permite empilhar mais transistores no mesmo espaço, gerando um computador que roda processos pesados sem fritar a sua mesa ou esgotar a bateria em duas horas. O lançamento atrasou para 2027 devido à falta global de chips de memória RAM.

A sua caixa de ferramentas

Se você planeja trocar de computador ou celular nos próximos anos, a dança das cadeiras na Apple dita o ritmo do seu bolso. Aqui estão os próximos passos práticos:

  1. Mantenha seu MacBook atual: Se o seu computador possui processador da linha M, ele ainda tem muito fôlego. A mudança de arquitetura que justificará o gasto chegará apenas em 2027 com a linha Ultra e chips menores.
  2. Pule o iPhone 18 se busca inovação visual: O modelo de 2026 servirá como o ponto final da administração atual. O salto de design real, com tela sem bordas e bateria otimizada por hardware, está reservado para o modelo comemorativo de 2027.

A tecnologia que move o mundo é feita de hardware físico que precisa ser lapidado, montado e distribuído. A Apple de 2026 troca o mestre da distribuição pelo mestre da montagem. Em setembro do próximo ano, os números de vendas mostrarão se a transição funcionou no mercado consumidor.