Essa história parece ficção, mas foi tudo real.
Tudo começou quando o time de segurança de um grande banco brasileiro começou a notar um padrão estranho: transferências de um real, feitas por várias contas diferentes, sempre para algumas contas iguais.
No início, parecia só uma movimentação esquisita, talvez um bug! Mas a frequência começou a incomodar. As transferências aconteciam sempre em dias específicos, horários esquisitos, e tinha um detalhe que acendeu o alerta: todas essas operações saíam pela rede de uma única agência física, localizada na região da Avenida Paulista, em São Paulo.
Com isso, a equipe de segurança decidiu agir. Montaram uma operação com apoio da polícia e ficaram monitorando a rede da agência, esperando o momento certo.
Não demorou muito. As transferências começaram a pipocar no sistema, uma atrás da outra. Estavam acontecendo ali, em tempo real.
Então a equipe invadiu a agência correndo para pegar o autor com a mão na butija. Mas pra surpresa de todos a agência estava vazia. Não tinha ninguém na agência, só o segurança tomando um cafezinho e ouvindo *Evidências*.
Mas mesmo assim, as transações continuavam!!!
A partir daí começou a varredura. Entraram em sala por sala, foram a outros andares do prédio, até que chegaram ao subsolo no estacionamento.
E começaram a olhar carro por carro, quando no fundo do estacionamento, viram um carro no meio do escuro e dentro dele uma luz e um homem com um notebook no colo.
Era ele. O autor das transferências.
Na verdade, um ex-funcionário do banco. Que nunca devolveu o notebook da empresa. Ainda tinha acesso à VPN, e sabia que só conseguiria se conectar à rede se estivesse dentro do IP da agência.
Então ele ia até lá, estacionava o seu carro bonitinho, conectava na VPN… e fazia o que tinha que fazer.
E detalhe: a fraude só foi descoberta porque o sistema viu o padrão e isso gerou um alerta suspeito.
Mas a cena final parecia saída de um filme sem final feliz: um notebook no colo e o cara dentro do próprio carro, agindo como se fosse mais um dia normal.
Moral da história?
De 1 real em 1 real, o ex-funcionário pegou uma cana.